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The Healing Dance

Sutilezas para com a Cabeça do Parceiro

  1. Mantenha os ouvidos submersos
  2. Se um ou ambos os ouvidos não estiverem submersos, a cabeça estará recebendo sustentação extra. Essa sustentação extra ocorre devido a um excesso de atenção por parte de principiantes até que estes consigam refinar sua técnica. No entanto, você deve estabelecer uma parceria com a água, confiar em sua característica de flutuação, e deixá-la fazer a maior parte do trabalho. "Ouvidos submersos estarão felizes no universo aquático".

  3. Dois níveis da água
  4. Em Watsu e A Dança Curativa, o nível da água sempre cobre os ouvidos, mas mantém-se longe dos olhos, nariz e boca. Quando a cabeça é sustentada por um dos lados, o nível da água pode mais facilmente atingir o nariz, e por isso deve-se prestar maior atenção.

    Na Dança Aquática a situação é diferente: o nível da água pode ser mais alto (até os cantos da boca e dos olhos) sem que isso perturbe o receptor. Ele já está acostumado ao contato da água com seu rosto desde antes das primeiras submersões. Além disso, as narinas estão seguramente fechadas pelo clipe nasal, e qualquer pequena quantidade de água que entrar pela boca pode ser facilmente expelida.

  5. Relaxe suas mãos e braços
  6. Ao segurar a cabeça do parceiro em suas mãos, certifique-se que as palmas e os dedos de suas mãos estejam relaxados. Tente não senti-los. O peso deve concentrar-se ao longo dos dedos, e não nas pontas. Doadores que tenham braços finos ou músculos braçais bem desenvolvidos precisam de um período de experimentação para encontrar a posição de sustentação da cabeça mais confortável para seus parceiros. Apesar de alguns praticantes fazerem brincadeiras sobre o uso de cotoveleiras de borracha para amenizar a sustentação da cabeça, eu não conheço ninguém que as use. Você conhece alguém?

  7. Não segure o pescoço!
  8. Segurar o pescoço com suas mãos pode causar hiper-extensão da junta atlanto-occipital (na articulação do pescoco com a cabeça). Por isso, ofereça sustentação acima dessa junta ou exatamente no occipício. Ao sustentar a cabeça na palma de sua mão na posição de Flutuação Livre, por exemplo, focalize a sustentação exatamente no meio do occipício. Em outros movimentos, tal como Torção Joelho-Cabeça ou o Pêndulo, nas quais a cabeça é virada para um dos lados, a sustentação através da palma da mão deverá localizar-se um pouco ao lado do centro da cabeça.

  9. Evite movimentos bruscos
  10. Imagine que seu parceiro esteja dormindo e que você não deseje acordá-lo. Faça as transições lentamente, posicionando a cabeça cuidadosamente, ao invés de deixá-la tombar, de girá-la ou deslizá-la. A perda repentina de sustentação na cabeça pode gerar reflexos auto-protetores básicos, criando desconforto e induzindo à falta de confiança no doador.

  11. A sustentação da cabeça tem três funções distintas:
  12. A primeira função é manter a cabeça acima do nível da água; a segunda é tracionar o pescoço; e a terceira é fazer a cabeça rolar de um lado para outro. Dependendo do movimento, ao menos uma dessas funções – e por vezes duas ou até as três funções – estarão sendo atendidas.

  13. Movimentos da cabeça sem sustentação
  14. Sob um aspecto negativo, a cabeça afundar representa o risco do nariz ficar submerso; o receptor deverá participar desse movimento, o que causará entorse do pescoço. Mas um aspecto positivo é o fato desses movimentos darem a sensação de liberdade. Um movimento sincronizado: mover o corpo lateralmente, oferecer sustentação na base da coluna e tracionar os braços para fora da água - auxiliará a manter a cabeça na superfície.

    Alguns segundos em uma transição ou um entreato sem sustentação são geralmente aceitáveis. Um receptor que tenha o pescoço curto e uma cabeça que flutue facilmente pode sentir-se bem confortável durante algum tempo sem sustentação; mas um receptor que tenha o pescoço longo e uma cabeça que afunde com facilidade necessitará de sustentação e tração constantes.

  15. Rolando a cabeça na 1ª posição
  16. Para rolar a cabeça para fora, role a cabeça a partir da dobra do cotovelo para o antebraço. Para rolá-la em sua direção, afunde na água, levante seu antebraço e deixe a cabeça rolar para seu braço. Se você forçar o ombro para baixo para rolar o tórax para fora, você deve imediatamente mudar a posição de seu antebraço para fora, embaixo da bochecha de seu parceiro, para que seu antebraço esteja na posição correta quando a cabeça rolar para fora. A troca constante de posição da cabeça geralmente previne desconforto ou entorse do pescoço.

  17. Tração horizontal da cabeça na 1ª posição
  18. Para que o pescoço permaneça confortável nesta posição, os ouvidos devem estar submersos. Sustentação adicional da cabeça (levantando-a ligeiramente, deixando os ouvidos para fora da água) causa entorse do pescoço. Parceiros que apresentam pescoços longos e flexíveis precisam recebem mais tração; alguns tipos de pescoço requerem atenção constante. Minimize a flexão lateral ao tracionar a cabeça na posição horizontal.

  19. Tração vertical da cabeça na 1ª posição
  20. Levante seu cotovelo para executar uma tração simétrica à medida que você suspende o corpo a partir da cabeça. Ao sentir um certo peso do corpo você saberá que a tração está sendo executada. Certifique-se de não comprimir o pescoço entre seu antebraço e braço; segure a crista occipital. Seja cuidadoso ao voltar a cabeça à água, evitando submergir a boca ou o queixo.

  21. Mãos em concha sobre as orelhas
  22. Ao tracionar a cabeça do parceiro pela frente com ambas as suas mãos, sustente a base de cada orelha com a eminência tenar, mantendo suas mãos em forma de concha em volta das orelhas. Este procedimento evita puxões involuntários nos lóbulos e nas cartilagens elásticas das orelhas.

  23. Colombo
  24. Esta técnica é utilizada para transferir a cabeça de um lado para o outro. Seu nome deve-se ao explorador Cristóvão Colombo que navegou para o Ocidente para ir para o Oriente. No Tango, incline a cabeça do parceiro com o seu cotovelo em direção à sua outra mão de modo a poder segurá-la com ambas as mãos. A seguir, após a tração da cabeça, incline-a para a esquerda para soltar sua mão direita e abraçar o ombro antes de receber a cabeça. Ao lembrar-se de Colombo, você jamais precisará "deixar cair o Melão".

  25. Direção do carro
  26. Do mesmo modo que você segura a direção de um carro nos lados opostos, segure a cabeça pelas laterais para manter absoluto controle quando executar os movimentos onde a cabeça será rolada. Em relação ao corpo, o mesmo princípio é mantido, na maneira como os pares musculares contra-laterais do esplênio estendem o áxis, atlas e os mastóides opostos para a rotação da cabeça. Ao segurar o tórax pelas laterais opostas, tal como nas posições onde lançamos o corpo do parceiro para frente, fazemos sua cabeça rolar ou ainda oferecemos sustentação, estaremos realizando o mesmo princípio.

  27. Sustentação lateral à cabeça
  28. Na Dança Curativa, a cabeça muitas vezes recebe sustentação lateral. Esta é uma habilidade que o praticante deve desenvolver. Acima de tudo, deve-se prestar atenção ao nível da água (o qual pode também ser sentido em seu braço). O fato de o pescoço arquear-se nestas posições laterais não é tão problemático como quando o rosto está voltado para cima. De todo modo, deve-se evitar a compressão das vértebras cervicais, utilizando-se da tração para oferecer sustentação.

  29. Perna Inclinada
  30. A terceira lei de Newton declara que para cada ação há uma reação igual e oposta. Mesmo na água, quando um corpo sobe, algo deve descer (afundar). Quando uma das pernas for inclinada em um movimento, sinta a pressão do pescoço sobre o seu cotovelo (lembre-se que sua visão está bloqueada, você deverá sentir). A pressão aumenta à medida que você aumenta a inclinação da perna em questão, mas você deve permanecer estável no mesmo nível, contrabalançando a pressão e não cedendo a ela – o que abaixaria a cabeça de seu parceiro na água. Você pode também valer-se da sensação da água rodeando seu braço para medir o nível da água.

  31. Dicas para a Posição ‘Embaixo da Cabeça’
  32. Sustente o occipício pela borda superior do seu músculo trapézio (isto será mais fácil se você tiver ombros largos). Afunde na água para que a cabeça de seu parceiro fique livre para entregar-se às ondas que são geradas pela parte inferior do corpo.

    Olhe para os lados para verificar o alinhamento do pescoço. Deve-se evitar a hiper-extensão e flexões laterais prolongadas. Deslize a cabeça do parceiro para seu peito quando ambos os joelhos estiverem dobrados em direção a seu peito e as costas de seu parceiro estiverem arqueadas.

  33. Os ‘Chifres do Touro’
  34. Esta é uma posição da mão do praticante onde o polegar e o dedo indicador são utilizados em El Matador e no Vórtice. Flexionando ligeiramente seu pulso, você poderá alongar o pescoço do parceiro até mesmo em posições onde ele estiver arqueado. Quando a cabeça estiver pendendo para as laterais, haverá uma tendência menor ao desconforto do que em posições onde o rosto estiver voltado para cima. Tenha o cuidado necessário para não exercer muita pressão sobre o couro cabeludo do parceiro com as pontas dos seus dedos.

  35. Posição ‘Lançamento de Peso’

Como na posição "Chifres do Touro", seu polegar deverá estar próximo a você e os outros dedos na parte da cabeça do parceiro que está voltada para fora. Segure o occipício com a palma de sua mão e posicione a bochecha de seu parceiro junto à sua, tal como um atleta lançador de pesos faria com o peso.

 

 

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