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The Healing Dance

Movimento: o remédio para a cura

Sistemas vivos têm a capacidade de auto-cura. O corpo e a psique podem receber auxílio externo – e também influências negativas - para isso; no entanto, a cura só poderá vir de dentro de nós mesmos. O relacionamento entre o terapeuta e o cliente deve constituir um terreno de confiança e de firme intenção para que a auto-cura se processe. Os movimentos de uma sessão devem constituir uma afirmação suficientemente forte, como portas abertas através das quais o cliente faz a escolha de seguir adiante. Os movimentos tornam-se então revelações para o corpo, mostrando-lhe toda a liberdade e facilidade com que podem ser executados. Os movimentos encontrarão eco na inteligência inerente ao corpo como o "padrão de perfeição" que o corpo possui. A dança, então, estará em seu nível mais sutil e criativo, entre a mensagem subliminal inerente aos movimentos e a consciência mais profunda do receptor. A Dança Curativa constitui-se, consequentemente, pela interação entre o terapeuta e o cliente, pela compaixão e pelo medo, pelo movimento e pela entropia.

A crença no poder curativa do movimento é a base deste estilo de cura. Sendo o movimento visto como um remédio para a cura, ele deve ser dosado cuidadosamente. Isto significa observar e permitir que o movimento adequado surja no momento adequado, seguindo o ritmo e a duração igualmente apropriados. Pausas naturalmente constituem uma parte deste conceito de dosagem.

Em nosso desenvolvimento e na nossa vida diária, podemos observar que algumas partes do nosso ser tornam-se energeticamente isoladas ou destorcidas. Os termos utilizados em Shiatsu para referir-se a falta de e à estagnação de energia - kyo e jitsu – podem igualmente ser aplicados à pessoa como um todo.

O Movimento, melhor dizendo, a dança, tem o poder de re-energizar, de quebrar bloqueios, de re-conectar-nos e equilibrar-nos, enfim, de restabelecer um sentido de um ‘todo’, um ‘uno’. O dança tem o poder de alterar positivamente muitas dessas condições mencionadas no parágrafo anterior.

O terapeuta deve estar atento às reações do cliente, as quais indicarão quais são os movimentos-chave. Suspiros, gemidos, sorrisos, riso e até mesmo as lágrimas apontam todos para a mesma direção, a volta à unidade. Todos os movimentos que geram essas reações são significativos, e projetam uma luz sobre as misteriosas razões das distorções de condições ideais. Um movimento-chave pode também surgir a partir do próprio receptor: neste caso, nossa responsabilidade será observar esse movimento e validá-lo. Ao permitirmos que esse movimento se realize e ao encorajar sua expressão estaremos promovendo a conscientização da real motivação desse movimento.

Nas sessões de Dança Curativa as reações de prazer estão intimamente ligadas com o experimentar a beleza. É realmente belo compartilhar da graça, força, ternura, liberdade, ausência de peso e sensibilidade de uma maneira que poderia ser definida como uma „dança recebida" . O receptor estará vendo a si próprio como uma expressão de Beleza, e a Beleza é uma manifestação do Divino. Muito freqüentemente os receptores alcançam níveis mais elevados de consciência, os quais estarão reabrindo um canal para o estado de bênção, o qual é raramente vivenciado.

Na tradição espiritual indiana o estado de bênção é entendido como o estado natural de consciência. "Satchitanand" significa " a verdade é a consciência da bênção". Lembrar-nos que a bênção é o nosso estado natural de ser constitui uma lição importante, pois não precisamos aprender somente através do sofrimento e da dor. A experiência de qualquer momento de bênção pode levar-nos a perceber sua ausência em nossas vidas.

As pessoas necessitam, no entanto, de um certo grau de segurança para permitir que sentimentos dolorosos se expressem. A experiência de um estado de bênção pode ser suficiente para permitir que esses sentimentos dolorosas espontaneamente emerjam.

 

 

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