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The Healing Dance

Os Princípios da Improvisação

Devemos antes de mais nada fazer-nos a pergunta "No que consiste a experiência da improvisação?". Para mim, ela é um estado de ser inspirado, um estado de deleite, de conexão e de confiança no qual eu me aventuro no desconhecido. Para cada um de nós, certamente a improvisação será uma experiência única.

À medida que experimentamos, descobrimos, criamos e nos relacionamos na água, conseguimos formar metáforas para incorporar essa experiência ao que já somos e já sabemos. Neste sentido, a improvisação é uma amostra da iluminação. Ao invés de dirigir nosso carro automaticamente em uma estrada – a qual foi previamente planejada e traçada – nos aventuramos a pé por trilhas percorridas somente por animais; a seguir, adentramos na mata para explorar um vale e finalmente tentamos atingir o cume de uma montanha que está nos ‘convidando’ a chegar lá.

Com nosso parceiro na água, estaremos como que mergulhando em ondas e nos deliciando ao sabor do movimento da maré, ou simplesmente descansando em uma praia ribeirinha em uma floresta, ou quem sabe penetrando na quietude de um ‘lago dourado’. Nosso caminho se formará por si mesmo a partir dos elementos vivos presentes em cada momento específico.

Vários princípios embasam a improvisação. Gostaria de apresentá-los como afirmações e também como um questionamento que devemos nos fazer:

  1. Espontaneidade. Eu confio em mim mesmo e nos impulsos que surgem dentro de mim. Sou livre para fazer, para experimentar qualquer coisa que nunca tenha feito antes, livre para surpreender a mim mesmo.
  2. Permissão para errar. "Tire o dia de folga", eu digo para o crítico que existe dentro de mim, e entro na piscina livre para cometer erros. Acolho o que me parece estranho, experimento, e não me julgo por isso.
  3. Permitir-se ser um iniciante. Faço com que meu pensamento se cale, e tudo o que vejo e sinto tenha o sabor de uma primeira vez. Esta água, este corpo e estes movimentos são novos em folha, como se tivessem sido criados há pouco. Vejo com os olhos de uma criança e não tenho a pretensão de entender o mundo.
  4. Prazer. O que seria mais ‘gostoso’ de fazer agora? O que eu realmente gostaria de fazer? O que me interessaria mais neste momento?
  5. Possibilidades. A partir da posição em que meu corpo e o corpo do parceiro se encontram, quais são as possibilidades de movimentos? Será que consigo pegar aquele braço, dobrar esta perna, alongar as costas, segurar de uma maneira mais leve? Qual será meu próximo movimento?
  6. Variações. Será que esta posição ou movimento poderia ser executado de outra maneira? Talvez balançando, ondulando, ou com um abraço? Será que posso movimentar, levantar, virar ou reverter esta posição? O que aconteceria se eu variasse o ritmo?
  7. Combinações. Pensando nas outras modalidades de trabalho corporal que conheço, o que poderia ser introduzido e integrado a este trabalho? Um trabalho sobre a respiração? Shiatsu? Massagem nos tecidos mais profundos? Equilíbrio de Polaridade? Crânio-Sacral? Verbalização e Discussão à medida que os sentimentos forem surgindo?
  8. As Oito Zonas. Estas oito zonas nos permitem conceituar o espaço em volta do corpo do praticante e ter uma visão clara das várias escolhas de movimentos possíveis com as pernas do receptor. Estas zonas são divididas em três níveis.
  9. O nível superior compreende os ombros, a Zona 1 e a Zona 2.

    O nível intermediário está à altura do abdome; aqui uma ou ambas as pernas do receptor podem ser colocadas à direita ou à esquerda do tórax, ou dobradas de encontro ao abdome, nas Zonas 3, 4 e 5.

    O nível inferior refere-se às pernas. As pernas do cliente podem estar à direita, à esquerda ou entre as pernas do praticante nas Zonas 6, 7 ou 8.

  10. Cooperação. A prática com seu parceiro envolve o trabalho aquático e também um ‘brincar’ juntos para descobrirem coisas juntos. Peça feedback sobre suas experimentações. Sintonizem suas mentes, tentem compreender juntos as coisas novas que estão acontecendo.
  11. Dar atenção às necessidades, condições físicas e estados internos de seu parceiro é também uma forma de cooperação. A sensibilidade e o desejo de suprir o que possa estar faltando gera ação.

  12. Música. Havendo a possibilidade de se colocar música no recinto da piscina, tire proveito desta rica fonte de inspiração. Tipos diferentes de música ativam nossa criatividade e carinho. Ao nos integramos ao ritmo, em uma melodia ou em um estado de espírito, nós estaremos também entrando no fluir sem esforço algum.

 

 

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