| O Estilo
Eu estudei Watsu com Harold Dull em Harbin Hot Springs, em 1990. Meu trabalho na água, a partir de então, foi influenciado pela minha formação em dança aliada às características inerentes ao elemento aquático, e por minha experiência como praticante de "Trager Work", que é uma terapia corporal desenvolvida a partir do movimento.
Após ter estudado Dança Aquática (WaterDance) em 1993 com Arjana Brunschwiler, novas dimensões dos conceitos de espaço, de alcance dos movimentos e de tridimensionalidade abriram-se para mim. Muitas sugestões e idéias oferecidas por assistentes e por alunos também foram e continuam sendo incorporadas, de modo que hoje, A Dança Curativa (Healing Dance) está se tornando mais uma criação coletiva do que uma criação individual minha.
A Dança Curativa pode ser resumida nas seguintes idéias:
- O poder da dança nos envolve como um abraço, induzindo-nos à participação prazerosa, como se estivéssemos em um novo ritmo biológico, mais lento, ou não mais movendo-nos por conta própria. A interação constitui a dança. A cura emana do interior.
- O movimento é entendido como um remédio, e portanto é cuidadosamente dosado, intercalado com momentos de pausa.
- O doador está sempre atento às reações do receptor, as quais indicam os movimentos-chave.
- O receptor experimenta uma dança recebida, que lhe é dada, e a qual evoca experiências de beleza e prazer; estas experiências podem levar, por vezes, a descargas emocionais mais profundas.
- Um fluxo de movimento contínuo e sem quebras é gerado e mantido.
- Um campo rítmico é igualmente estabelecido e mantido.
- A sensibilidade ao ‘ritmo de consciência’ que está presente em todos os movimentos potencializa seus efeitos.
- Um poderoso sistema tridimensional é empregado para canalizar o movimento.
- O doador como que desaparece, reduzido apenas a mãos que auxiliam e transmitem ternura, à consciência do contato corporal segundário, movendo seu parceiro à distância e permanecendo ‘por trás’ de seu movimento.
- A leveza é comunicada através da sensibilização ao peso, de uma abordagem questionadora, de descargas de sentimentos, e da descoberta de momentos de ausência de peso no fluir do movimento.
- Liberdade e intimidade equilibram-se em uma metáfora da realidade do relacionamento.
- Movimentos circulares e cíclicos (ondas, espirais, círculos e ‘oitos’) são experimentados como mandalas no espaço na completa tridimensionalidade da água.
- O praticante ‘viaja’ na piscina para gerar correntes ‘virtuais’ , nas quais o receptor navega.
- Avançadas técnicas mentais e físicas que trabalham a mecânica corporal proporcionam o refinamento do movimento e do toque do doador, levando a respostas mais eficazes.
- A familiaridade com uma gama de movimentos estimula a improvisação, a qual constitui o objetivo final deste estudo.
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